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Treino na Academia para Vôlei de Praia


Sabemos que saltar mais é alto é o maior desejo de quem joga vôlei de praia e por isso vou te explicar que para conseguir isso, o segredo está na musculação e não em saltar mais nos treinos.


A correlação entre o aumento da força em exercícios como agachamento, supino e levantamento terra e a altura do salto vertical, assim como a velocidade do sprint, é amplamente estudada e respaldada por pesquisas científicas.

Então, vamos vê como é o treino na academia para vôlei de praia...


Relação de Treino de Força e Salto Vertical


Estudos como o de Newton et al. (2006) demonstraram uma correlação positiva entre a força muscular, especialmente das pernas (membros inferiores) e a capacidade de saltar mais alto. Isso é possível devido à capacidade dos músculos em gerar maior potência durante a fase da subida do movimento (concêntrica) de salto.


1. Agachamento e Salto Vertical:

O agachamento é um dos exercícios mais importante para desenvolver a força e potência dos membros inferiores. Pesquisas conduzidas por Suchomel et al. (2016) evidenciam que atletas que incluem o agachamento em seus treinos têm uma melhora significativa na altura do salto vertical. Isso se deve ao fortalecimento dos músculos das pernas, que são essenciais para impulsionar o corpo para cima durante o salto.


Além disso, a periodização adequada do treino de agachamento, conforme sugerido por Haff et al. (2008), vai maximizar os ganhos de força e potência, resultando em saltos mais altos e explosivos.


2. Supino e Levantamento Terra na altura do salto:

Embora o foco principal esteja nos membros inferiores, estudos como o de Stone et al. (2003) ressaltam a importância de um corpo equilibrado e forte para ter mais performance.


O supino e o levantamento terra contribuem para o desenvolvimento da força e estabilidade, o que influencia indiretamente na capacidade de saltar e correr com mais velocidade, não devemos subestimar a importância da força no core para o salto. O supino e o levantamento terra são exercícios que envolvem diversos grupos musculares, incluindo o peitoral, ombros, costas e abdômen.


3. Saltar Mais Alto e Aumentar a Velocidade do Sprint: 

Além do salto vertical, a velocidade da corrida em curta distância em velocidade (Sprint) é outra métrica chave para atletas. Pesquisas como as de Cormie et al. (2011) mostram que a força muscular, especialmente nos membros inferiores, está diretamente relacionada à velocidade de corrida.


Saltar mais alto e correr mais rápido são objetivos comuns para atletas profissionais e amadores de diversas modalidades. A capacidade de gerar potência e velocidade está diretamente ligada à força muscular, neste texto, exploraremos a correlação entre o aumento da força nos exercícios de agachamento, supino e levantamento terra com a altura do salto vertical e a velocidade do sprint, respaldada por estudos científicos.


Além disso, estudos de Blazevich et al. (2006) ressaltam a importância da especificidade do treinamento, ou seja, a realização de exercícios que tem o gesto parecido o padrão de movimento do sprint, como o levantamento terra, melhora a velocidade de corrida.



Até aqui você entendeu que o treino de força melhora o salto e corrida, mas ele melhora toda sua performace em quadra, seja em temporada de jogos ou em recuperação.



Força Muscular e Performance Atlética


A força muscular é um dos pilares fundamentais para o desempenho atlético.

Estudos como o de Newton et al. (2006) demonstram que atletas com maior força muscular tendem a apresentar melhores resultados em testes de salto vertical e velocidade de corrida. Isso ocorre devido à capacidade dos músculos em gerar potência em um curto espaço de tempo, como saltos e sprints.


Com base nas evidências científicas apresentadas, é possível estabelecer estratégias de treinamento eficazes para aumentar a força muscular e, consequentemente, melhorar a altura do salto e a velocidade do sprint.


Algumas recomendações de treino são:


  • Exercícios multiarticulares (compostos): Priorizar exercícios como agachamento, supino e levantamento terra, que recrutam múltiplos grupos musculares e aumentam força e potência.


  • Periodização do treinamento: Seguir um programa de treinamento periodizado, alternando entre fases de aumento de força, hipertrofia e potência, conforme sugerido por Zatsiorsky (1995), para otimizar os ganhos de desempenho.


  • Ênfase na técnica: Garantir a execução correta dos exercícios é o que vai te ajudar na sua capacidade de saltar mais alto e correr mais rápido.



Em resumo, a correlação entre o aumento da força nos exercícios de agachamento, supino e levantamento terra com a altura do salto vertical e a velocidade do sprint é amplamente respaldada pela pesquisa científica. Ao incorporar estratégias de treinamento adequadas, como exercícios multiarticulares, periodização e ênfase na técnica é o primeiro passo para

a musculação eficiente.



Referências citadas:

1. Newton, R. U., Kraemer, W. J., & Hakkinen, K. (2006). Effects of ballistic training on preseason preparation of elite volleyball players. Medicine and Science in Sports and Exercise, 38(6), 1197-1206.


2. Suchomel, T. J., Nimphius, S., & Stone, M. H. (2016). The importance of muscular strength: training considerations. Sports Medicine, 46(10), 1419-1449.


3. Haff, G. G., & Triplett, N. T. (Eds.). (2008). Essentials of Strength Training and Conditioning. Human Kinetics.


4. Stone, M. H., O’Bryant, H. S., McCoy, L., Coglianese, R., Lehmkuhl, M., & Schilling, B. (2003). Power and maximum strength relationships during performance of dynamic and static weighted jumps. Journal of Strength and Conditioning Research, 17(1), 140-147.


5. Cormie, P., McGuigan, M. R., & Newton, R. U. (2011). Developing maximal neuromuscular power: part 2 - training considerations for improving maximal power production. Sports Medicine, 41(2), 125-146.


6. Blazevich, A. J., Wilson, C. J., & Alcaraz, P. E. (2006). The effects of physical conditioning on eccentric strength and power in elite athletes. International Journal of Sports Physiology and Performance, 1(2), 140-153.


7. Zatsiorsky, V. M. (1995). Science and practice of strength training. Human Kinetics.




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